TECNOLOGIAS

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VASER: tecnologia de lipoaspiração assistida por ultrassom

O VASER é um recurso de lipoaspiração assistida por ultrassom que pode integrar a avaliação de algumas pessoas interessadas em contorno corporal. A indicação, a técnica e a segurança dependem de avaliação médica individual.

Composição editorial em materiais naturais e luz lateral.

Tecnologias associadas

O VASER utiliza energia ultrassônica como parte do processo de fragmentação e emulsificação do tecido adiposo, seguida de aspiração por cânulas. O recurso é empregado em procedimentos de contorno corporal, e não deve ser interpretado como tratamento para obesidade ou como método de emagrecimento. A própria documentação do fabricante informa que o VASER não produz perda significativa de peso.[1]

A tecnologia pode ser considerada em áreas selecionadas, sempre de acordo com a anatomia, a qualidade da pele, a distribuição de gordura, o estado clínico e os objetivos da pessoa. A presença do equipamento não substitui o planejamento cirúrgico, a experiência do cirurgião ou os cuidados de segurança.

Pontos essenciais

A lipoaspiração tem como finalidade alterar o contorno de regiões específicas por meio da remoção de gordura localizada. Ela não substitui alimentação adequada, atividade física, acompanhamento clínico ou tratamentos indicados para excesso de peso. Em pessoas com obesidade, doenças não controladas ou expectativas incompatíveis, a estratégia pode ser outra, e o procedimento pode não ser indicado.[1] [2]

Contorno corporalPerda de peso
Aborda depósitos localizados de gordura e proporções corporais.Envolve redução da massa corporal e avaliação metabólica global.
Depende da elasticidade da pele e da distribuição dos tecidos.Pode exigir acompanhamento clínico, nutricional e, em alguns casos, cirúrgico específico.
não permite prever mudança relevante no peso total.Não é objetivo principal da lipoaspiração assistida por ultrassom.

Contexto clínico

Em uma cirurgia, a área planejada pode receber solução infiltrativa, seguida da aplicação controlada da energia ultrassônica e da aspiração do tecido adiposo. O propósito técnico é facilitar a remoção em determinadas condições anatômicas; isso não elimina a necessidade de controle do volume aspirado, prevenção de lesões térmicas e avaliação dos tecidos antes, durante e depois do procedimento.[1] [3]

A escolha do método depende da região, da espessura do tecido adiposo, da presença de fibrose ou cicatrizes, da qualidade da pele, de cirurgias anteriores e do plano global. Nem toda área é adequada para a mesma abordagem, e o VASER pode não ser necessário ou apropriado em todos os casos.

Avaliação individual e planejamento

A consulta deve incluir história clínica, medicamentos em uso, alergias, doenças preexistentes, cirurgias anteriores, hábitos, exame físico e análise das expectativas. Conforme o caso, podem ser solicitados exames laboratoriais ou avaliações complementares. Também é necessário discutir anestesia, local do procedimento, limites de segurança, necessidade de associação com outras técnicas e plano de acompanhamento.

A decisão deve considerar se o objetivo é realmente contorno corporal, se há excesso de pele que não será corrigido apenas pela retirada de gordura e se existe estabilidade clínica e ponderal. Quando há grande perda de peso, por exemplo, o excesso cutâneo pode demandar abordagem própria de contorno corporal, conforme orientação da American Society of Plastic Surgeons.[2]

Riscos, limites e recuperação

Como qualquer procedimento cirúrgico, a lipoaspiração pode envolver dor, edema, equimoses, alterações temporárias ou persistentes de sensibilidade, irregularidades de contorno, assimetrias, cicatrizes, infecção, sangramento, trombose, embolia, lesões térmicas e necessidade de revisão. A documentação do fabricante também cita, entre eventos adversos, tecido cicatricial, coágulos e queimaduras térmicas.[1]

O tempo de recuperação varia conforme o volume tratado, o número de áreas, as condições clínicas e as cirurgias associadas. O acompanhamento pode incluir curativos, uso de malha quando indicado, controle de sintomas, restrição temporária de esforços e retornos programados. A evolução não deve ser julgada apenas nos primeiros dias, quando o inchaço pode modificar a aparência da região.

Possível associação com enxerto de gordura

Em situações selecionadas, a gordura autóloga aspirada pode ser avaliada para lipoenxertia em outra região. Essa possibilidade não é automática: depende da qualidade e do volume disponível, da indicação anatômica, do processamento, do local receptor, dos riscos e da decisão individual. O enxerto de gordura pode apresentar absorção parcial, irregularidades, assimetria, infecção, nódulos, calcificações e outras complicações; por isso, requer planejamento, ambiente adequado e acompanhamento.

A associação de procedimentos pode aumentar a complexidade, o tempo cirúrgico e as exigências de segurança. A indicação deve ser discutida separadamente, sem promessa de permanência ou de resultado específico.

Perguntas frequentes

O VASER é um tratamento para emagrecer?

Não. O VASER é um recurso relacionado à lipoaspiração e ao contorno corporal de áreas selecionadas. Ele não é indicado para produzir perda significativa de peso e não substitui o tratamento clínico do excesso de peso.[1]

Toda pessoa interessada em lipoaspiração pode fazer VASER?

Não necessariamente. A indicação depende de avaliação individual, incluindo saúde geral, distribuição de gordura, pele, anatomia, medicamentos, cirurgias anteriores, expectativas e condições de segurança.

O VASER elimina os riscos da lipoaspiração?

Não. A tecnologia não elimina riscos cirúrgicos, anestésicos ou relacionados à aspiração. Dor, inchaço, equimoses, irregularidades, alterações de sensibilidade, infecção, trombose e lesão térmica estão entre as possíveis complicações.[1] [2]

O VASER pode ser usado com enxerto de gordura?

Em alguns casos, a gordura autóloga pode ser avaliada para lipoenxertia, mas essa decisão é individual. É necessário analisar volume, qualidade do tecido, áreas doadoras e receptoras, técnica, ambiente e acompanhamento.

Quando é possível voltar às atividades?

O período varia conforme a extensão do procedimento e a evolução clínica. O cirurgião orienta progressivamente o retorno às atividades, com base no exame presencial e no acompanhamento pós-operatório.

Referências

[1] Solta Medical — VASERlipo: indicação e informações importantes de segurança

[2] American Society of Plastic Surgeons — Body Contouring

[3] Solta Medical — VASER para profissionais: modo de ação e informações técnicas

> Nota de revisão médica: Conteúdo educativo elaborado para revisão por médico especialista antes da publicação. Não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou indicação individualizada.

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Revisão médica: Dr. Antônio Teixeira Silva Jr. · CRM-GO 16.890 · RQE 8.380 · CRM-TO 2.067 · RQE 1.354 · Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) · Atualização editorial: 15 de agosto de 2026

Conteúdo educativo. Tecnologia não substitui consulta, exame, investigação pré-operatória ou indicação individual.

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